20 maio 2016

Eu adiei assistir ‘O Poder Além da Vida’ várias vezes porque não curto muito histórias com atletas e que tem como tema esportes, mas algo do universo me fez ver esse filme antes mesmo de eu começar as sessões de coaching, mal sabia eu que depois de começar seria um dos filmes que a minha coach passaria, acabou que se eu soubesse que ele teria tantas lições já teria assistido há muito mais tempo, não se preocupe se você ainda quer assistir esse filme, não me aprofundei muito na história justamente pra você poder assistir sem spoilers e tals. Ele conta a história de Dan Millman (baseada em fatos reais tá?), um ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas e tem tudo o que um atleta famosinho pode querer: amigos, troféus, baladas, namoradas, etc. Mas um certo dia ele conhece um homem misterioso chamado Sócrates, sofre um acidente e perde a possibilidade de participar das Olimpíadas, Sócrates vai ajudá-lo a entender o que vale a pena de verdade nessa vida.

Lição nº 01 – Conhecimento é diferente de Sabedoria: Já ouvi muito essa frase, mas foi nesse filme que caiu a ficha mesmo. Dan sabia muito sobre ser um atleta, tinha técnica e dias intensos de treino, mas deixava as coisas da sua cabeça atrapalharem sua performance, durante os treinos ou até mesmo nas provas ele deixava que os pensamentos ruins consumissem ele e o fizessem desacreditar de si (eu faço isso o tempo inteiro). Então, de que adianta você ter conhecimento se você não tem sabedoria para usá-lo? Conhecimento é saber, sabedoria é AGIR. Você está agindo? Está fazendo aquilo que realmente sabe fazer ou está apenas vivendo de pensamentos e deixando que coisas externas te atrapalhem? Gosto muito dessa frase que também ilustra bem essa lição: Conhecimento é saber que tomate é uma fruta, sabedoria é não colocá-lo na salada de frutas. Oremos pra que a cada dia a gente saiba diferenciar bem e adquirir mais sabedoria :)

Lição nº 02 – Tudo está acontecendo o tempo inteiro, você precisa se conectar: Por muitas vezes a gente se pega vivendo no piloto automático, ah! como eu tenho medo dele! É ele que nos desconecta de tantas coisas incríveis que estão acontecendo. Durante o filme Dan acha que a única coisa que está acontecendo em sua vida é a fase ruim da sua performance para as Olimpíadas, ele esquece completamente de tudo que está ao seu redor. Quantas vezes não fazemos a mesma coisa? Fixamos no problema ou em algo que queremos muito e deixamos de apreciar o que é simples? Nos conectar com quem amamos, com um simples gesto de pessoas nas ruas ou com o nosso trabalho? Nós precisamos nos conectar com o momento em que vivemos, seja ele o mais simples, de comer, de tomar um banho, de respirar, estar presente naquele exato momento, pois é simplesmente o que temos: o agora.

Lição nº 03 – Ser feliz antes de qualquer coisa Se eu te perguntasse agora: Você é feliz? Qual seria a sua resposta… Como você define felicidade? É conseguir ter algo material? É conseguir que algo emocional/sentimento se concretize na sua vida? O que é ser feliz? No filme, Sócrates mostra a Dan que definitivamente a felicidade precisa estar antes de tudo, que não são os troféus, as medalhas, as namoradas que ele tanto queria que vão trazer a sua verdadeira felicidade. Antes de desejarmos algo, antes de termos vontades, sonhos, precisamos ser felizes, naturalmente felizes com o que temos e com o que somos hoje.

Lição nº 04 – Ser humilde – Assuma que sempre estará em constante aprendizado: Humildade, talvez uma das coisas mais difíceis de se ver hoje em dia foi outra grande lição desse filme. Dan se achava o tal no esporte, não considerava perder a Olimpíada por se considerar o melhor, não considerava perder, pois não queria ‘passar vergonha’ na frente dos seus colegas. E então o filme nos traz mais uma lição: Nós sempre estaremos em constante aprendizado e sempre estaremos correndo riscos de falhar. Nós não podemos ter medo de falhar e era esse medo que paralisava ele e enchia sua mente de pensamentos sabotadores nos momentos mais importantes (olha eu aqui me identificando de novo!). Sim, nós podemos falhar uma, duas, três e quantas vezes for necessário, nós só temos que dar nosso melhor em tudo o que fazemos, mas para aceitar que podemos falhar temos que cultivar nossa humildade de assumir quando estamos indo mal, quando precisamos de ajuda e só assim para enfrentar <3

Lição nº 05 – Acreditar em si mesmo e abrir mão dos prazeres imediatos: Esse com certeza é um dos pontos mais difíceis pra mim, eu sou uma pessoa que tenho muita dificuldade de acreditar em mim, me cobro das coisas fortemente e sempre acho que não estou indo bem, pois é. Mas uma das coisas que consegui tirar do filme é isso, se eu não acreditar em mim, quem vai? Se você não acreditar em você, quem mais vai? Então, sim migos, precisamos acreditar em nós mesmos, acreditar nos nossos pontos fortes, nas coisas boas que temos! E quando falo de ‘abrir mão dos prazeres imediatos’ é justamente nos prepararmos dia a dia para sermos melhores, seja na nossa vida pessoal, no nosso trabalho, tudo requer um esforço e precisamos trabalhar naquilo que amamos, com força e vontade!

Lição nº 06 – Parar de se preocupar com o futuro e aproveitar a jornada: Esse foi outro ponto forte pra mim, sou uma pessoa que me preocupo demais com o futuro, fico pensando, pensando, imaginando um milhão de possibilidades e isso muitas vezes me paralisa e me dá muito medo! No filme Dan se preocupa tanto em ganhar as Olimpíadas que simplesmente deixa de viver o momento, a jornada de se preparar para a Olimpíada. Essa cena em que Sócrates o mostra o que devemos realmente dar importância é uma das melhores. O importante é a sensação de estar construindo algo, de estar fazendo o que se ama, o prazer da jornada, o resultado ele é apenas consequência. Que a gente viva o momento presente, de novo!

Então, por fim é isso. Se vocês curtirem mais posts como esse dá um like ou deixa um comentário que trago mais filmes e lições pra gente poder conversar. Esse filme tem na Netflix e o trailer tá aqui ó! \/

12 maio 2016

Em agosto estreia Águas Rasas. No enredo, uma garota, ao surfar em uma praia isolada, fica presa em uma boia há vinte metros de uma ilha. O grande desafio, no entanto, se revela quando ela descobre que está sendo vigiada por um enorme tubarão branco. Será que com um tema tão repetitivo e, por vezes, ridicularizado, conseguirá restaurar a glória do maior predador marinho? Antes de falar sobre as expectativas do filme, vamos relembrar a trajetória da barbatana mais famosa do cinema.

Tudo começou quando Peter Benchley, no ano de 1974, resolveu criar uma obra ficcional sobre esse predador. Tubarão (Jaws) foi um enorme sucesso e no ano seguinte ganhou uma versão cinematográfica dirigida por Steven Spielberg. Na trama, um tubarão branco ataca banhistas em uma cidade litorânea e um chefe de polícia decide caçar o animal a qualquer custo. Com muito suspense e orquestrado pela icônica trilha sonora de John Williams, o filme se tornou um enorme sucesso.

E o que acontece em filmes com grandes bilheterias? Continuações e cópias.

No ano seguinte ao lançamento de Jaws, estreia Mako, O tubarão assassino (The jaws of death). No longa, um homem descobre que tem uma ligação telepática com tubarões e os usa para matar quem fica em seu caminho. Aquaman, é você? As cenas são uma “gambiarra” sem fim e mostram o animal como vítima do ataque de humanos e não como predador.

E não para por aí. Imagine só… Em 1977 a trama era assim: uma fêmea, grávida, é esquartejada friamente por três homens enquanto seu marido assiste a tudo. Ele, então, decide caçar a qualquer custo cada um que fez aquilo. Poderia ser filme estrelado por Charles Bronson ou Chuck Norris, mas não, essa é a sinopse de Orca, A Baleia Assassina (Orca The Killer Whale). Um novo “tubarão” para não ficar na “cara” a cópia. Um filme meio bizarro e transformando as baleias em seres vingativos e sedentos por sangue. Ainda bem que anos depois tivemos Free Willy.

E seguindo a linha “não copiei apenas peguei como referência”, chega aos cinemas Piranha, que tem como pontos altos o excesso de gore* e o humor negro. Um cardume de piranhas, geneticamente modificadas, escapam de uma base militar e atacam banhistas que cruzam seu caminho. As cenas são ótimas e o filme rendeu uma continuação e dois remakes. E alguns derivados bizarros como o “Piranhas, assassinas voadoras”. Sim. Elas matam e elas voam! Não ficando ninguém a salvo, tanto na água, quanto na terra. Se você achou isso estranho, os filmes com tubarão se tornaram piores, com algumas ressalvas, claro.

*Gore é um termo utilizado para representar gênero de filmes com excesso de sangue, órgãos expostos e outras nojeiras.

Mas vamos voltar ao predador marinho. Tubarão 2 (Jaws 2) estreia em 1978 tentando surfar na fama do primeiro filme, mas a ideia de se produzir uma franquia foi por água abaixo. Na continuação, o filho do chefe de polícia é atacado por outro tubarão, que parece que veio vingar a morte do tubarão anterior. Martin, o chefe de polícia, fica em alerta com o animal até resgatar seus filhos que saem para velejar. Novamente, ele fica cara a cara com o tubarão. O filme é bom, mesmo tendo um final tão ruim.

As sequências não pararam e tivemos Tubarão 3 (Jaws 3-D) e Tubarão 4 (Jaws: The Revenge), totalmente esquecíveis e com uma cena inusitada, por falta de termo melhor, que é o tubarão atacando um helicóptero. (Claps)

Em 1999, surge Do Fundo do Mar (Deep Blue Sea), um dos meus filmes favoritos sobre o gênero. Uma doutora, Susan, está procurando a cura para o mal de Alzheimer e está utilizando tubarões em sua pesquisa. Para isso, elas os modifica geneticamente, os deixando mais inteligentes para que sua pesquisa seja bem-sucedida. Susan e sua equipe ficam presos após uma tempestade, no laboratório, que antes era uma antiga base de submarinos no meio do oceano. Eles ficam cercados por tubarões sedentos, mais rápidos e que anseiam ir ao mar aberto. O filme traz ótimas cenas e sequências de tirar o fôlego. O que abriu margem à exploração de ataques e cenas mais ousadas.

Tempos depois, algumas “tentativas” de filmes não fizeram sucesso, tornando o gênero trash e por vezes cômico. Alguns optaram por ser mais realista como Mar Aberto (Open Water) e outros por serem bizarros mesmo. Tem de tudo! Tubarões em tornado (Sharknado), Tubarão Fantasma (Ghost Shark), Tubarão de duas cabeças (2 Headed Shark Attack), Tubarão Gigante (Mega Shark vs Gigant Octopus), Tubarão das neves (Avanlanche Shark) e porque não um tubarão que ataca na areia (Sands Shark). E, boa parte desses filmes, tiveram sequências e se multiplicaram feito Gremlins.

Dessa enxurrada de filmes, faço duas menções honrosas. Um a Shark Night, que conta a história de um grupo de amigos que se isolam no meio de uma casa no lago. Porém, esse isolamento resulta em um grande perigo. Eles descobrem um braço no lago, deixado por um tubarão sedento, capaz de destruir até barcos e que os caçará para que não retornem à civilização, uma versão adolescente do gênero, feita pelo diretor de Premonição (Final Destination).

O outro filme é Bait 3D, em uma cidade costeira, a população é aterrorizada por um tsunami. Os sobreviventes da tragédia ficam presos em um supermercado junto com um bandido. Além de terem que lidar com a presença do maníaco, eles devem escapar de dois tubarões-tigre que a tsunami trouxe. O filme erra em tentar dar mais profundidade às histórias e vínculos dos personagens. Mas é criativo e assertivo em muitas cenas.

E em 2016, Águas Rasas (The Shallows) chega carregando nas costas toda essa responsabilidade de trazer uma nova maré de filmes desse gênero e uma renovação do tema. No trailer do filme podemos perceber um cuidado na computação gráfica do tubarão. Isso é um ponto positivo. E ainda, cenas que certamente vão lhe tirar o fôlego. A direção fica por conta de Jaume Collet Serra, do eterno filme da tela quente, A casa de cera, e dos ótimos: A órfã e Desconhecido.

Dito isso, podemos esperar um ótimo suspense, já que Jaume sabe trabalhar com um ritmo de tensão crescente. Para que o tubarão não receba toda a atenção, temos no papel principal a bela Blake Lively, uma novata nesse gênero, mas que merece ser posta à prova. Blake é reconhecida pelo público teen e a escolha também, é para trazer uma audiência nova, o que me deixa com um pé atrás, pois sempre que o intuito é encher as salas de fãs eufóricos, quase sempre a narrativa se torna rasa e espero que isso fique somente no título do filme.

O que podemos esperar é que a personagem de Blake, Nancy, travará uma luta intensa com um enorme tubarão branco em meio à praia paradisíaca, que com certeza terá ótimas cenas fotográficas.

O trailer nos avisa: “Não é só mais um dia na praia”, mas na verdade espero que seja uma metáfora para “Não é só mais um filme de tubarão” e que seja um novo renascer para o caçador marinho mais temido da história.

08 maio 2016

AAAA como eu tô feliz de ter voltado! Não quero me alongar muito falando do passado (mas será que alguém ainda lê este blog? Deixa um OI! nos comentários se você ainda é um terráqueo que entrava aqui nessas terras abandonadas) , então vamos falar de presente e dessa nova fase do blog, como vocês já sabem, desbravar comidas aqui em Fortaleza é uma das minhas coisas favoritas, aliás preparem-se que teremos muitos posts sobre isso aqui e de maneira sincera como sempre gostei, até porque comida é um assunto muito importante pras nossas vidas, amém? Nas últimas semanas fui conferir o frango do Oppa Dak (um recém inaugurado chicken bar coreano aqui em Fortaleza) já tinha ficado curiosa pra experimentar, mas confesso que não tinha ido ainda por ser meio desconfiada, será que só o frango é uma coisa legal de comer? Kédizê não tem arroz, nenhum acompanhamento?

Que estranho, logo eu que sou a louca do arroz! Mas, topei ir conhecer, chamei alguns amigos e a minha nova colaboradora aqui do blog a @livlovluv e contar nossa experiência :)

Primeiro ponto positivo pra mim? Não tava lotado. Sério, eu tenho horrorzinho de locais muito lotados, principalmente locais de comer, lembro que quando conheci a Magus não tinha se quer um pé de criatura e nas vezes seguintes tão lotada que desisti de comer lá, mas o Oppa Dak tem ambiente interno e externo o que dá pra atender bem todo mundo, chegamos e fomos logo olhando o cardápio, lá é um chicken bar coreano especializado em frango frito com molhos especiais, minha amiga já tinha dito que são 04 opções de frango, então você pode pedir meio frango ou 01 frango inteiro.

São quatro sabores de frango: apimentado (chicken empanado, envolvido em molho sweet & spicy agridoce com um toque caprichado de pimenta), original (chicken apenas empanado com molhos sweet & spicy e de mostarda), cebolinha (chicken empanado coberto por cebolinha desfiada e molho especial de teriyaki) e alho (chicken empanado, envolvido em molho de alho com base de shoyu).

Fiquei meio choque com o tamanho da porção! É bem grande, tanto que essa das fotos serviu 04 pessoas e ainda sobrou, nós pedimos os 04 sabores pra experimentar (foi um frango inteiro) e confesso que os meus favoritos foram o Original e o Cebolinha, achei a carne bem leve, bem temperadinha, as batatas chips também são excelentes e dão um gostinho a mais. Sobre os acompanhamentos que falei lá em cima? É não tem arroz, mas tem salada de repolho com molho rosê (eu adorei essa!) e picles de nabo + as batatas chips (existem alguns pedidos que os acompanhamentos funcionam como refil, você pode pedir à vontade). A proposta do Oppa Dak é oferecer pratos e bebidas pra happy hour, acho que quem curte cerveja (não é o meu caso) vai curtir mesmo comer o frango deles como aperitivo.

Quem prepara tudo é o chef Noah Hyun e o primeiro Oppa Dak surgiu no Cumbuco, mas devido ao sucesso resolveram abrir um aqui em Fortaleza. Achei a proposta bem bacana, eles tem delivery super organizadinho, o ambiente é agradável e aconchegante – tem sofá, coisa que adoro em restaurante #soudessas – e tem bebidas além da cerveja também pra quem curte, o Soju que é um saquê de arroz típico da Coreia e Somek, um drink exclusivo da casa que é preparado com Soju e Cerveja. Os preços variam de 50 a 80 reais :)

Oppa Dak – Chicken Bar // Rua Canuto de Aguiar, 1449, MEIRELES, Fortaleza // Telefone: 3085.7081 // Facebook.com/OppaDakBr

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