14 fevereiro 2017

Sempre antes de começar a escrever sobre um filme aqui no blog já fico me preparando pra alguns comentários que devo receber, então já vou logo avisando que não sou especialista em filmes e nem tenho a pretensão de parecer ser nesse texto, aqui é apenas a minha percepção como leiga que consome a trilogia de 50 Tons apenas dos filmes, ou seja, não li nenhum livro e nem conheço a história mais a fundo, sou puramente uma consumidora do cinema, ok? OK.

Muitas são as teorias sobre 50 Tons, eu mesma tinha um preconceito logo no começo e realmente algumas páginas que eu li dos livros não me conquistaram, porém decidi dar uma chance para o 50 Tons de Cinza Filme (que inclusive falei aqui) e até que gostei bastante, achei pura e simplesmente entretenimento. As pessoas gostam de confabular, criticar e inventar demais sobre um filme/história que é quase um universo paralelo, um homem bilionário, bonito, charmoso que se apaixona por uma Anastásia Virgem e que quer ter submissas para o seu joguinho sadomasoquista, parece uma história que não tem muito sentido, mas até que vi um caminho se formar nessa segunda parte. As coisas começaram a tomar um rumo e sair mais da bolha Christian Grey, o que antes tudo girava ao seu redor, agora é a vez dela ditar as regras.

Achei bem melhor do que o primeiro, aquele clima sombrio e frio do filme deu lugar a algo mais quente, a cenas mais leves e românticas. O que antes evidenciava forte uma dominação, agora temos um Grey mais aberto a negociações e até submisso em várias partes do filme (tem uma parte que você realmente não acredita no que está vendo!), temos mais invoga o passado de Grey e seus traumas relacionados aos abusos que sofreu e bem mais aberto a deixar Anastásia se aproximar dele. Inclusive no lado romântico – o que era algo terminantemente proibido, neste nada de contratos nem regras.

Li algumas críticas sobre a falta de química entre eles e acho que até melhorou nesse segundo, porém ainda poderíamos ter um casal protagonista com mais envolvimento, apesar de ter achado as cenas de sexo bem melhores, com mais naturalidade e uso de brinquedinhos “mais tranquilos” digamos assim, ela mostra o corpo bem mais do que ele sem medo, acho inclusive que ele apareceu muito mais no primeiro do que nesse segundo, as cenas quentes são muito mais envolventes, por conta daquele clima sombrio ter sido tirado, nesse filme conseguimos sentir mais conexão do casal – apesar da baixa química entre os atores. Também achei que ficou bem equilibrado as cenas de sexo com o restante do filme, mesmo as brigas e diálogos sempre terminando em cenas assim – como se sexo resolvesse tudo sabe? pois é.

Temos alguns novos personagens dando o “ar da graça” na trama, como o chefe de Anastasia e uma ex-submissa de Grey, esperava um pouco mais sobre eles, gostei quando a trama começou porque deu uma agitada, mas ela logo foi resolvida e passou muito rápida pelos nossos olhos, acho que poderiam ter balanceado, mas o filme estava preocupado demais em deixar claro que agora Grey está apaixonadinho, o que me irritou um pouco, pois poderíamos ter um suspense bacaninha pra irmos além do sexo e da vida de princesa que agora a Anastásia está vivendo.

Confesso que se antes era um pouco enjoadinha de Grey e sua bolha, agora estou completamente conquistada por esse novo Grey (que ainda é um pouco psicopata e controlador, mas que já melhorou muito), gostaria muito de ter lido os livros pra ver o que ocasionou tal mudança radical, o amor talvez? A chegada daquela tal pessoa que nunca havia chegado antes?

Um pouco complexo já que o problema dele é realmente uma doença por conta do abuso que sofreu, fica agora a dúvida: será que ele realmente está disposto a mudar pra ter a Anastásia? Será que em 50 Tons de Liberdade teremos aquele amor pra sempre sem joguinhos e dores que esperamos? Será que ele realmente mudou? É a minha principal pergunta. Pra concluir, é um filme leve, pra assistir sem muitas expectativas, não tem muita ação, mas achei super válido assistir sim e já saí com vontade de ver o que vem por aí em 50 Tons de Liberdade.

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  • Camila r. @ 14/02/2017 - 12:34

    Eu li o livro, mas nao assisti o filme ainda… fiquei decepcionada quando você disse que as tramas do chefe da anastasia e da ex submissa do Grey são muito curtos :/ no livro têm mais destaque e realmente dão uma agitada a mais na história. Quanto ao Grey estar mais romantico, no livro tem muuito isso também e, de fato, foi o amor que o mudou (apesar de ele ainda ter muitas atitudes de “dominador” vulgo machista pra caramba que me irritam MUITO kkk), inclusive tem um diálogo deles no livro em que ele fala isso abertamente… nao sei se tem no filme, mas enfim, ansiosa pra ver o filme por motivos de: Jamie Dornan hahah

  • Camila Faria @ 15/02/2017 - 18:20

    Oi Ellen, eu li o livro Grey e realmente detestei. (Recebi o livro da editora e acabei lendo, apesar de não ser o meu tipo favorito de literatura) Por conta disso acabei não assistindo os filmes também. Fiquei com tanta antipatia da história que acho que não teria paciência para assistir na telona.

    Um beijo!