10/112017
Leitura focada

É estranho eu nunca ter falado sobre isso aqui no blog já que já são 7 meses de tratamento. Tanta coisa aconteceu nesse tempo, afinal foram quase 5 meses sem postar, acho que nunca tinha ficado tanto tempo sem blogar na vida, mas às vezes é preciso priorizar outras coisas que estão fazendo a gente mais feliz e no fundo eu tava doente pacaramba mores. Se eu tô escrevendo agora, é porque finalmente estou voltando à saúde hahaha.

Porém é um fato: a gastrite alterou muitas coisas na minha vida. Eu não queria falar sobre coisas ruins aqui no blog, mas até que eu pensei: e se eu puder ajudar alguém que está passando pela – barra que é ter gastrite – e as minhas dicas que coletei durante os 7 meses ajudar? e se eu puder ajudar falando todos os meus erros pra que as pessoas não façam a mesma burrice que eu fiz e passem a ter um sério problema de estômago? Afinal, a coisa que eu mais fiz na vida foi pesquisar, pesquisar e pesquisar métodos pra melhorar disso diariamente e sou extremamente grata por cada vídeo que encontrei sobre o assunto, cada post, cada site, tudo ajudou muito no processo da recuperação e acho que posso ser uma agente de ajuda também para as próximas pessoas. Mas, vamos falar do começo.

COMO EU SOUBE

Eu sempre me alimentei mal – sempre mesmo e tenho consciência disso. Era uma escolha. Eu escolhi amar pizza, escolhi ser viciada em chocolates, escolhi fazer da comida um dos GRANDES EVENTOS da minha vida (erro nº1), mas tudo sempre correu bem – meu jantar de fim de semana (ou até mesmo na semana) poderia facilmente ser 2 pedaços de pizza com catupiry e bordas com um copo cheio de coca-cola e de sobremesa (claro) 2 bolas de sorvete de leite ninho com nutella e amandita pra fechar – afinal eu tive uma semana difícil e merecia isso.

Quem lê esse blog há mais tempo ou me acompanha no instagram sabe o quanto eu era a rainha de posts de comida gorda. Eu abusava mesmo de tudo que existia de doce e salgado no mundo. E em 2016 praticamente eu me alimentei de salsichas, enlatados, nuggets e farofas por conta de problemas pessoais de praticamente – morar sozinha e não saber cozinhar nada. Mas a alimentação não foi a única coisa que gerou a Gastrite ‘moderada’ e, pra mim, esse é o ponto mais importante.

Então, eu seguia minha vida – com a barriga bem inchada, muita dor de cabeça, sentindo muitos enjoos, indisposição e mal estar. Até que comecei a ter MUITAS crises de dores de cabeça, todo dia mesmo e então eu tomava 2 doril enxaqueca POR DIA – era a minha salvação porque o paracetamol não funcionava mais já que eu já vinha tomando 1 por dia e não fazia efeito. Eu sentia alguns enjoos com determinados alimentos, mas eu tomava 1 Plasil e melhorava – quem toma sabe o quanto Plasil é um remédio forte que você não deve ficar tomando a não ser com orientação médica e tudo mais (tem casos de pessoas que já tentaram se jogar de janela por conta de efeito colateral de Plasil, então cuidado!), eu tomava 1 por dia também e às vezes até antes de jantar com amigos ou aniversários com MEDO de ficar enjoada, eu já tomava. (hipocondríaca certeza!)

Até que um dia eu jantei normalmente e fui dormir. Acordei por volta das 2h da manhã muito gelada, me tremendo inteira, passando muito mal, meus dedos e pernas começaram a ficar tortos(!!!!) e de fato foi tudo muito estranho, eu não conseguia movê-los e nessa noite eu vomitei muito. Dormi. Acordei no outro dia, fui pro banheiro, me sentindo muito fraca, desmaiei, bati a cabeça no chão do banheiro e fui direto pro hospital. Até hoje eu não sei o que eu tive de verdade naquele dia pra ter ficado com os membros daquele jeito, foi assustador, mas passou, ia ser o início de uma longa jornada.

Fiz todos os exames, a maravilhosa endoscopia e descobri que estava com PANGASTRITE – uma espécie de gastrite moderada e SEM a presença da bactérica H-Pilory, mas vocês tinham que ver a cor do meu estômago, parecia um TOMATE. Eu não consigo imaginar que eu passando por tudo aquilo estava sem a bactéria, imagina QUEM TEM essa maldita? E descobri também que estava com o estômago e o fígado (consequentemente o intestino) contaminados pelo composto do Paracetamol – provavelmente a comida foi 30% e a contaminação e desenvolvimento da doença foi causada 70% pelo uso diários dos antiinflamatórios. FIQUEI NO CHÃO. Simplesmente acabei com meu estômago fazendo o uso incontrolável desses remédios que melhoravam uma coisa, mas simplesmente destruíram outras.

Eu estou citando os nomes dos remédios porque são conhecidos do nosso dia a dia e para que vocês saibam o quanto são perigosos e devem ser tomados com cautela e em apenas casos específicos – quando estiver falando do tratamento não vou citar os remédios que usei, pois tudo deve ser recomendado pelo seu médico, mas tudo que fiz de NATURAL faço questão de compartilhar e por isso resolvi escrever o diário – também pra conversar com outras pessoas que estejam passando por essa experiência, então se você for uma delas e tiver chegado até o fim do post, manda um OI nos comentários?

O post já está bem grande, então no próximo Diário #02 eu volto contando como foi e como está sendo a jornada do tratamento. Hoje eu estou 85% melhor do que alguns meses atrás e contando…

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