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30 agosto 2016

Tava conversando esses dias com um novo amigo e ele me perguntou o que eu costumava fazer no fim de semana, comecei a pensar em todas as coisas que eu fazia e cheguei a conclusão que o que eu mais faço realmente é assistir a grade TODA da Netflix e principalmente a de Suspense/Drama Psicológico. Eu poderia FÁCIL ser contratada pra dar dicas de suspense pelo telefone deles. Nos outros posts em que eu falei de filmes, acho que deu pra notar como eu adoro esse gênero, mas tá cada vez mais difícil pra mim, parece que a idade está chegando e eu tô ficando mais cagona, ultimamente tenho escolhido a dedo porque não tá rolando uma vibe espíritos por aqui, até aquela propaganda da BIS com a Samara me deixou com medo por 2 dias. Então vamos pros meus 8 filmes favoritos (sem spoilers! por isso não falei muito sobre a história), esse post ia ser 15 filmes, mas decidi dividir em algumas partes porque se não ia ficar enorme e ninguém é obrigado a ler textão.

Ps: Essa série de posts está sendo dividida em:
• 8 filmes de suspenses favoritos na Netflix, parte I (O que você está lendo)
• 8 filmes de suspenses favoritos na Netflix, parte II. (Leia aqui)
• 8 filmes de suspenses favoritos na Netflix, parte III. (Em Breve)

El Cuerpo é um filme espanhol que só por ser espanhol eu já simpatizei. Que conta a história de Jaime, um detetive que está investigando o caso de desaparecimento de um corpo do necrotério. O corpo é de Mayka, uma poderosa da cidade. Ele conta com a ajuda do marido dela pra desvendar o caso, mas tudo que acontece durante o filme vai te deixando cada vez mais confuso sobre o que realmente aconteceu.

Pra mim esse é um dos melhores filmes de suspense que eu já assisti, envolvente e surpreendente, quando você pensa que é uma coisa não é e então é outra e de repente OUTRA! Vale muito a pena assistir, esse quando chegou no final eu apenas fiquei chocada!

Colega de Quarto, tá eu confesso que só fui assistir esse filme porque eu queria ver a blair waldorf atuando em um filme de suspense e olhe, não me arrependi nem um pouco! Provavelmente vocês já devem ter assistido esse porque ele é bem famosinho, mas pra quem ainda não viu ele conta a história da Sara que chega na Universidade e vai dividir quarto com a Rebeca Blair, que é bem solitária e apresenta um comportamento estranho, de repente ela começa a ficar um pouco possessiva demais, digamos assim, em relação a Sara e aí amigs o filme começa a acontecer! Gostei muito de como tudo se desenvolveu, eu pelo menos fiquei presa na trama e querendo muito ver o final. Ele não dá sustos e é bem light mesmo, nossa Blair atua tão bem que acabamos todos torcendo por ela durante o filme, haha. Aqui não tem pra mocinhas.

Sangre de mi Sangre (Musarañas), mais um filme espanhol que comecei a assistir sem muitas expectativas e PORRAN que filme IRADO! Achei sem querer na Netflix e conta a história de uma mulher com agorafobia que sustenta a irmã e acaba se apaixonando por um vizinho. Não vou contar muito e digo pra você nem assistir o trailer (por isso nem coloquei ele aqui) porque ele acaba contando muita coisa e o que vale a pena são as surpresas durante o desenrolar da trama. É um filme pesado, com uma carga meio sombria, cheio de culpa, tensão, traumas, relações desgastadas, medo, muito medo. Você se envolve real com os personagens, vale cada minuto assistindo. Ps: tem bastante sangue.

Dream House conta a história de Will – que tava estressado demais no trabalho então abandona tudo e volta pra sua cidade tranquila para reencontrar a família e viver mais sossegado, já que a mulher e os filhas moravam lá e ele tinha que viver na cidade turbulenta. Sendo que de repente um homem começa a perturbar a sua casa, as pessoas começam a comentar que a casa foi palco de um brutal assassinato e então Will vai tentar descobrir o que realmente aconteceu. No começo o filme é um pouco parado e confuso, mas logo vai ficando interessante e bastante curioso. Gostei como tudo se desenvolveu, mas mais pro fim vai ficando meio óbvio o desenrolar de tudo a coisa, MAS quando você pensa que acabou NÃO acabou e tem grandes surpresas, simplesmente A.DO.RO. Tem a musa mor Naomi Watts e está mais para suspense psicológico, tem umas cenas que dão susto.

Sentindo na Pele (ou In Their Skin ou Em Sua Pele) também é um Suspense psicológico que conta a história do casal Mary e Mark que viajam com seu filho pra casa de campo após a morte acidental de sua filha. Eles querem se desligar um pouco do mundo e superar a dor, até que começam ser vigiados e abordados por um casal de vizinhos que insiste em uma amizade. A relação vai ficando tensa com o passar do filme e o casal vizinho começa a querer roubar a identidade de Mary e Mark.

O filme demora um pouco pra sair do tédio, se perde no roteiro, você vai ter vontade de desistir de assistir em um certo ponto, mas quando começa dá uma boa dose de tensão e RAIVA, muita raiva de não poder fazer nada pra ajudar a Mary e o Mark ahahahahaha. Ele particularmente aborda temas familiares e comportamentais e apesar de ser um pouco chatinho no começo, finalizou como um dos meus favoritos!

Caso 39 é bem famoso e provavelmente vocês devem já ter assistido também, mas eu sempre indico esse filme quando estou conversando com alguém sobre filmes de suspense! Ele conta a história de Emily, uma assistente social que se envolve com o caso 39 referente à uma garota chamada Lilith. Os pais maltratam e tentam matá-la, até que Emily resolve entrar e pedir a guarda dela até que seja encontrada uma família adotiva. Sendo que com o passar do tempo, coisas estranhas começam acontecer com Emily e ela começa a desconfiar que tem muita coisa por trás de Lilith.

Um filme instigante, cheio de mistério, tensão e maldade. Se você gostou de “A Órfã” com certeza vai curtir muito o enredo desse filme, tem alguns sustos, mas nada que impeça uma pessoa ‘cagona’ tipo eu de assistir.

Rostos na Multidão, fui assistir esse filme meio desconfiada achando que ia ser mais um que eu iria me arrepender, porque olhe já assisti tanto filme ruim de suspense nessa Netflix que poderia ter uma lista dessa só de ‘filmes pra não perder o seu tempo assistindo’ haha. Mas esse é MUITO, MUITO BOM MESMO!

Ele é mais pra drama/suspense/policial que conta a história de Anna que depois de ser atacada por um serial killer desenvolve uma doença chamada de Prosopagnosia (sério, eu não sabia que isso existia e que tenso!) com essa doença você não consegue identificar os rostos das pessoas, sendo assim ela não conseguiria nunca dizer quem era a pessoa que fez isso com ela, então ele começa a ‘brincar’ com o psicológico dela, enquanto os detetives a ajudam a descobrir quem era o serial Killer. Muito envolvente, você fica preso mesmo tentando descobrir, entender e ligar os pontos do filme, pelo menos pra mim não foi nada fácil desvendar.

Olhos da Justiça, conversando despretensiosamente com uma amiga sobre o tipo de filme que eu gostava ela logo se tocou que eu curtiria (MUITO!) Olhos da Justiça. Jess é uma investigadora do FBI e encontra a sua filha adolescente morta em um de seus dias de trabalho, Ray seu melhor amigo começa uma busca implacável pra descobrir quem fez isso com a filha de Jess, mas sem sucesso.

Treze anos depois novas pistas surgem e eles decidem reabrir o caso pra finalmente encontrar o assassino, mas tem MUITA surpresa nesse filme que a gente nem imagina. A verdade é chocante e a vingança, meus amigos, ah ela é muito maligna. Assistam!

ENTÃO FINISH! Me dêem mais dicas nos comentários se vocês tiverem, de preferência na Netflix que é uma coisa que eu simplesmente amo, filme nunca, never será demais. ATUALIZAÇÃO: Leia a parte II do post :)

20 maio 2016

Eu adiei assistir ‘O Poder Além da Vida’ várias vezes porque não curto muito histórias com atletas e que tem como tema esportes, mas algo do universo me fez ver esse filme antes mesmo de eu começar as sessões de coaching, mal sabia eu que depois de começar seria um dos filmes que a minha coach passaria, acabou que se eu soubesse que ele teria tantas lições já teria assistido há muito mais tempo, não se preocupe se você ainda quer assistir esse filme, não me aprofundei muito na história justamente pra você poder assistir sem spoilers e tals. Ele conta a história de Dan Millman (baseada em fatos reais tá?), um ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas e tem tudo o que um atleta famosinho pode querer: amigos, troféus, baladas, namoradas, etc. Mas um certo dia ele conhece um homem misterioso chamado Sócrates, sofre um acidente e perde a possibilidade de participar das Olimpíadas, Sócrates vai ajudá-lo a entender o que vale a pena de verdade nessa vida.

Lição nº 01 – Conhecimento é diferente de Sabedoria: Já ouvi muito essa frase, mas foi nesse filme que caiu a ficha mesmo. Dan sabia muito sobre ser um atleta, tinha técnica e dias intensos de treino, mas deixava as coisas da sua cabeça atrapalharem sua performance, durante os treinos ou até mesmo nas provas ele deixava que os pensamentos ruins consumissem ele e o fizessem desacreditar de si (eu faço isso o tempo inteiro). Então, de que adianta você ter conhecimento se você não tem sabedoria para usá-lo? Conhecimento é saber, sabedoria é AGIR. Você está agindo? Está fazendo aquilo que realmente sabe fazer ou está apenas vivendo de pensamentos e deixando que coisas externas te atrapalhem? Gosto muito dessa frase que também ilustra bem essa lição: Conhecimento é saber que tomate é uma fruta, sabedoria é não colocá-lo na salada de frutas. Oremos pra que a cada dia a gente saiba diferenciar bem e adquirir mais sabedoria :)

Lição nº 02 – Tudo está acontecendo o tempo inteiro, você precisa se conectar: Por muitas vezes a gente se pega vivendo no piloto automático, ah! como eu tenho medo dele! É ele que nos desconecta de tantas coisas incríveis que estão acontecendo. Durante o filme Dan acha que a única coisa que está acontecendo em sua vida é a fase ruim da sua performance para as Olimpíadas, ele esquece completamente de tudo que está ao seu redor. Quantas vezes não fazemos a mesma coisa? Fixamos no problema ou em algo que queremos muito e deixamos de apreciar o que é simples? Nos conectar com quem amamos, com um simples gesto de pessoas nas ruas ou com o nosso trabalho? Nós precisamos nos conectar com o momento em que vivemos, seja ele o mais simples, de comer, de tomar um banho, de respirar, estar presente naquele exato momento, pois é simplesmente o que temos: o agora.

Lição nº 03 – Ser feliz antes de qualquer coisa Se eu te perguntasse agora: Você é feliz? Qual seria a sua resposta… Como você define felicidade? É conseguir ter algo material? É conseguir que algo emocional/sentimento se concretize na sua vida? O que é ser feliz? No filme, Sócrates mostra a Dan que definitivamente a felicidade precisa estar antes de tudo, que não são os troféus, as medalhas, as namoradas que ele tanto queria que vão trazer a sua verdadeira felicidade. Antes de desejarmos algo, antes de termos vontades, sonhos, precisamos ser felizes, naturalmente felizes com o que temos e com o que somos hoje.

Lição nº 04 – Ser humilde – Assuma que sempre estará em constante aprendizado: Humildade, talvez uma das coisas mais difíceis de se ver hoje em dia foi outra grande lição desse filme. Dan se achava o tal no esporte, não considerava perder a Olimpíada por se considerar o melhor, não considerava perder, pois não queria ‘passar vergonha’ na frente dos seus colegas. E então o filme nos traz mais uma lição: Nós sempre estaremos em constante aprendizado e sempre estaremos correndo riscos de falhar. Nós não podemos ter medo de falhar e era esse medo que paralisava ele e enchia sua mente de pensamentos sabotadores nos momentos mais importantes (olha eu aqui me identificando de novo!). Sim, nós podemos falhar uma, duas, três e quantas vezes for necessário, nós só temos que dar nosso melhor em tudo o que fazemos, mas para aceitar que podemos falhar temos que cultivar nossa humildade de assumir quando estamos indo mal, quando precisamos de ajuda e só assim para enfrentar <3

Lição nº 05 – Acreditar em si mesmo e abrir mão dos prazeres imediatos: Esse com certeza é um dos pontos mais difíceis pra mim, eu sou uma pessoa que tenho muita dificuldade de acreditar em mim, me cobro das coisas fortemente e sempre acho que não estou indo bem, pois é. Mas uma das coisas que consegui tirar do filme é isso, se eu não acreditar em mim, quem vai? Se você não acreditar em você, quem mais vai? Então, sim migos, precisamos acreditar em nós mesmos, acreditar nos nossos pontos fortes, nas coisas boas que temos! E quando falo de ‘abrir mão dos prazeres imediatos’ é justamente nos prepararmos dia a dia para sermos melhores, seja na nossa vida pessoal, no nosso trabalho, tudo requer um esforço e precisamos trabalhar naquilo que amamos, com força e vontade!

Lição nº 06 – Parar de se preocupar com o futuro e aproveitar a jornada: Esse foi outro ponto forte pra mim, sou uma pessoa que me preocupo demais com o futuro, fico pensando, pensando, imaginando um milhão de possibilidades e isso muitas vezes me paralisa e me dá muito medo! No filme Dan se preocupa tanto em ganhar as Olimpíadas que simplesmente deixa de viver o momento, a jornada de se preparar para a Olimpíada. Essa cena em que Sócrates o mostra o que devemos realmente dar importância é uma das melhores. O importante é a sensação de estar construindo algo, de estar fazendo o que se ama, o prazer da jornada, o resultado ele é apenas consequência. Que a gente viva o momento presente, de novo!

Então, por fim é isso. Se vocês curtirem mais posts como esse dá um like ou deixa um comentário que trago mais filmes e lições pra gente poder conversar. Esse filme tem na Netflix e o trailer tá aqui ó! \/

12 maio 2016

Em agosto estreia Águas Rasas. No enredo, uma garota, ao surfar em uma praia isolada, fica presa em uma boia há vinte metros de uma ilha. O grande desafio, no entanto, se revela quando ela descobre que está sendo vigiada por um enorme tubarão branco. Será que com um tema tão repetitivo e, por vezes, ridicularizado, conseguirá restaurar a glória do maior predador marinho? Antes de falar sobre as expectativas do filme, vamos relembrar a trajetória da barbatana mais famosa do cinema.

Tudo começou quando Peter Benchley, no ano de 1974, resolveu criar uma obra ficcional sobre esse predador. Tubarão (Jaws) foi um enorme sucesso e no ano seguinte ganhou uma versão cinematográfica dirigida por Steven Spielberg. Na trama, um tubarão branco ataca banhistas em uma cidade litorânea e um chefe de polícia decide caçar o animal a qualquer custo. Com muito suspense e orquestrado pela icônica trilha sonora de John Williams, o filme se tornou um enorme sucesso.

E o que acontece em filmes com grandes bilheterias? Continuações e cópias.

No ano seguinte ao lançamento de Jaws, estreia Mako, O tubarão assassino (The jaws of death). No longa, um homem descobre que tem uma ligação telepática com tubarões e os usa para matar quem fica em seu caminho. Aquaman, é você? As cenas são uma “gambiarra” sem fim e mostram o animal como vítima do ataque de humanos e não como predador.

E não para por aí. Imagine só… Em 1977 a trama era assim: uma fêmea, grávida, é esquartejada friamente por três homens enquanto seu marido assiste a tudo. Ele, então, decide caçar a qualquer custo cada um que fez aquilo. Poderia ser filme estrelado por Charles Bronson ou Chuck Norris, mas não, essa é a sinopse de Orca, A Baleia Assassina (Orca The Killer Whale). Um novo “tubarão” para não ficar na “cara” a cópia. Um filme meio bizarro e transformando as baleias em seres vingativos e sedentos por sangue. Ainda bem que anos depois tivemos Free Willy.

E seguindo a linha “não copiei apenas peguei como referência”, chega aos cinemas Piranha, que tem como pontos altos o excesso de gore* e o humor negro. Um cardume de piranhas, geneticamente modificadas, escapam de uma base militar e atacam banhistas que cruzam seu caminho. As cenas são ótimas e o filme rendeu uma continuação e dois remakes. E alguns derivados bizarros como o “Piranhas, assassinas voadoras”. Sim. Elas matam e elas voam! Não ficando ninguém a salvo, tanto na água, quanto na terra. Se você achou isso estranho, os filmes com tubarão se tornaram piores, com algumas ressalvas, claro.

*Gore é um termo utilizado para representar gênero de filmes com excesso de sangue, órgãos expostos e outras nojeiras.

Mas vamos voltar ao predador marinho. Tubarão 2 (Jaws 2) estreia em 1978 tentando surfar na fama do primeiro filme, mas a ideia de se produzir uma franquia foi por água abaixo. Na continuação, o filho do chefe de polícia é atacado por outro tubarão, que parece que veio vingar a morte do tubarão anterior. Martin, o chefe de polícia, fica em alerta com o animal até resgatar seus filhos que saem para velejar. Novamente, ele fica cara a cara com o tubarão. O filme é bom, mesmo tendo um final tão ruim.

As sequências não pararam e tivemos Tubarão 3 (Jaws 3-D) e Tubarão 4 (Jaws: The Revenge), totalmente esquecíveis e com uma cena inusitada, por falta de termo melhor, que é o tubarão atacando um helicóptero. (Claps)

Em 1999, surge Do Fundo do Mar (Deep Blue Sea), um dos meus filmes favoritos sobre o gênero. Uma doutora, Susan, está procurando a cura para o mal de Alzheimer e está utilizando tubarões em sua pesquisa. Para isso, elas os modifica geneticamente, os deixando mais inteligentes para que sua pesquisa seja bem-sucedida. Susan e sua equipe ficam presos após uma tempestade, no laboratório, que antes era uma antiga base de submarinos no meio do oceano. Eles ficam cercados por tubarões sedentos, mais rápidos e que anseiam ir ao mar aberto. O filme traz ótimas cenas e sequências de tirar o fôlego. O que abriu margem à exploração de ataques e cenas mais ousadas.

Tempos depois, algumas “tentativas” de filmes não fizeram sucesso, tornando o gênero trash e por vezes cômico. Alguns optaram por ser mais realista como Mar Aberto (Open Water) e outros por serem bizarros mesmo. Tem de tudo! Tubarões em tornado (Sharknado), Tubarão Fantasma (Ghost Shark), Tubarão de duas cabeças (2 Headed Shark Attack), Tubarão Gigante (Mega Shark vs Gigant Octopus), Tubarão das neves (Avanlanche Shark) e porque não um tubarão que ataca na areia (Sands Shark). E, boa parte desses filmes, tiveram sequências e se multiplicaram feito Gremlins.

Dessa enxurrada de filmes, faço duas menções honrosas. Um a Shark Night, que conta a história de um grupo de amigos que se isolam no meio de uma casa no lago. Porém, esse isolamento resulta em um grande perigo. Eles descobrem um braço no lago, deixado por um tubarão sedento, capaz de destruir até barcos e que os caçará para que não retornem à civilização, uma versão adolescente do gênero, feita pelo diretor de Premonição (Final Destination).

O outro filme é Bait 3D, em uma cidade costeira, a população é aterrorizada por um tsunami. Os sobreviventes da tragédia ficam presos em um supermercado junto com um bandido. Além de terem que lidar com a presença do maníaco, eles devem escapar de dois tubarões-tigre que a tsunami trouxe. O filme erra em tentar dar mais profundidade às histórias e vínculos dos personagens. Mas é criativo e assertivo em muitas cenas.

E em 2016, Águas Rasas (The Shallows) chega carregando nas costas toda essa responsabilidade de trazer uma nova maré de filmes desse gênero e uma renovação do tema. No trailer do filme podemos perceber um cuidado na computação gráfica do tubarão. Isso é um ponto positivo. E ainda, cenas que certamente vão lhe tirar o fôlego. A direção fica por conta de Jaume Collet Serra, do eterno filme da tela quente, A casa de cera, e dos ótimos: A órfã e Desconhecido.

Dito isso, podemos esperar um ótimo suspense, já que Jaume sabe trabalhar com um ritmo de tensão crescente. Para que o tubarão não receba toda a atenção, temos no papel principal a bela Blake Lively, uma novata nesse gênero, mas que merece ser posta à prova. Blake é reconhecida pelo público teen e a escolha também, é para trazer uma audiência nova, o que me deixa com um pé atrás, pois sempre que o intuito é encher as salas de fãs eufóricos, quase sempre a narrativa se torna rasa e espero que isso fique somente no título do filme.

O que podemos esperar é que a personagem de Blake, Nancy, travará uma luta intensa com um enorme tubarão branco em meio à praia paradisíaca, que com certeza terá ótimas cenas fotográficas.

O trailer nos avisa: “Não é só mais um dia na praia”, mas na verdade espero que seja uma metáfora para “Não é só mais um filme de tubarão” e que seja um novo renascer para o caçador marinho mais temido da história.

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